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Sábado, 29 Junho 2019 11:19

A proposta de uma solução de Big Data é oferecer uma abordagem consistente no tratamento do constante crescimento e da complexidade dos dados. Para tanto, o conceito considera os 5 V’s do Big Data: o Volume, a Velocidade, a Variedade, a Veracidade e o Valor.

    • Volume: O conceito de volume no Big Data é melhor evidenciado pelos fatos do quotidiano: diariamente, o volume de troca de e-mails, transações bancárias, interações em redes sociais, registro de chamadas e tráfego de dados em linhas telefônicas. Todos esses servem de ponto de partida para a compreensão do volume de dados presentes no mundo atualmente.

      Estima-se que atualmente o volume total de dados que circulam na internet é de 250 Exabytes (1018 bytes) por ano. (Inmoment, 2014) Todos os dias são criados 2,5 quintilhões de bytes em forma de dados, atualmente 90% de todos os dados que estão presentes no mundo foram criados nos últimos 2 anos (IBM). É importante também compreender que o conceito de volume é relativo a variável tempo, ou seja, o que é grande hoje, pode não ser nada amanhã. (Ohlhorst, 2012). Nos anos 90, um Terabyte (1012 bytes) era considerado Big Data. Em 2015, teremos no mundo aproximadamente um volume de informação digital de 8 Zettabytes (1021 bytes), um valor infinitamente maior (IBM).;

    • Velocidade: Você cruzaria uma rua vendado se a última informação que tivesse fosse uma fotografia tirada do tráfego circulante de 5 minutos atrás? Provavelmente não, pois a fotografia de 5 minutos atrás é irrelevante, você precisa saber das condições atuais para poder cruzar a rua em segurança. (Forbes, 2012) A mesma lógica se aplica a empresas, pois necessitam de dados em atuais sobre seu negócio, ou seja, velocidade. Segundo Taurion (2014) a importância da velocidade é tamanha que em algum momento deverá existir uma ferramenta capaz de analisar os dados em tempo real. Atualmente, os dados são analisados somente após serem armazenados, mas o tempo gasto para o armazenamento em si já desclassifica esse tipo de análise como uma análise 100% em tempo real.

      Informação é poder (The Guardian, 2010), e assim sendo a velocidade com a qual você obtém essa informação é uma vantagem competitiva das empresas. Velocidade pode limitar a operação de muitos negócios, quando utilizamos o cartão de crédito por exemplo, se não obtivermos uma aprovação da compra em alguns segundos normalmente pensamos em utilizar outro método de pagamento. É a operadora perdendo uma oportunidade de negócios pela falha na velocidade de transmissão e análise dos dados do comprador.;

    • Variedade: O volume é apenas o começo dos desafios dessa nova tecnologia, se temos um volume enorme de dados, também obtemos a variedade dos mesmos. Já pensou na quantidade de informações dispersas em redes sociais? FacebookTwitter entre outros possuem um vasto e distinto campo de informações sendo ofertadas em público a todo segundo. Podemos observar a variedade de dados em e-mails, redes sociais, fotografias, áudios, telefones e cartões de crédito. (McAffe et al, 2012). Seja qual for a discussão, podemos obter infinitos pontos de vista sobre a mesma. Empresas que conseguem captar a variedade, seja de fontes ou de critérios, agregam mais valor ao negócio (Gartner). O Big Data escalona a variedade de informações das seguintes formas (Jewell, Dave et al):
      • Dados estruturados: são armazenados em bancos de dados, sequenciados em tabelas;
      • Dados semi-estruturados: acompanham padrões heterogêneos, são mais difíceis de serem identificados pois podem seguir diversos padrões;
      • Dados não estruturados: são uma mistura de dados com fontes diversificadas como imagens, áudios e documentos online.

      Dentre essas 3 categorias, estima-se que até 90% de todos os dados no mundo estão a forma de dados não estruturados. (ICD, 2011).

    • Veracidade: Um em cada 3 líderes não confiam nos dados que recebem (IBM). Para colher bons frutos do processo do Big Data é necessário obter dados verídicos, de acordo com a realidade. O conceito de velocidade, já descrito, é bem alinhado ao conceito de veracidade pela necessidade constante de análise em tempo real, isso significa, de dados que condizem com a realidade daquele momento, pois dados passados não podem ser considerados dados verídicos para o momento em que é analisado. A relevância dos dados coletados é tão importante quanto o primeiro conceito. A verificação dos dados coletados para adequação e relevância ao propósito da análise é um ponto chave para se obter dados que agreguem valor ao processo. (Hurwitz, Nugent, Halper & Marcia Kaufman).;

 

  • Valor: Quanto maior a riqueza de dados, mais importante é saber realizar as perguntas certas no início de todo processo de análise (Brown, Eric, 2014). É necessário estar focado para a orientação do negócio, o valor que a coleta e análise dos dados trará para o negócio. Não é viável realizar todo o processo de Big Data se não se tem questionamentos que ajudem o negócio de modo realístico. Da mesma forma é importante estar atento aos custos envolvidos nessa operação, o valor agregado de todo esse trabalho desenvolvido, coleta, armazenamento e análise de todos esses da/dos tem que compensar os custos financeiros envolvidos (Taurion, 2013).

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